
O empresário e cabeleireiro Thalyson Salvino, de Natal, afirmou nas redes sociais que passou mal por cinco dias após utilizar uma dose de caneta emagrecedora conhecida como “Retatrutida”, substância que ainda está em fase de pesquisa clínica e não possui autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para comercialização no Brasil.
No vídeo publicado em seu perfil, Salvino contou que decidiu utilizar o produto por influência de amigos, apesar de ter recebido orientação contrária de sua médica. Segundo o seu relato, ele chegou a questionar a sua nutróloga, e a mesma o aconselhou a não fazer o uso do medicamento, e o alertou que a substância não era regulamentada e que seu uso não era considerado seguro.
Em seu relato, ele conta que apresentou fortes reações após aplicar uma dose baixa. Entre os sintomas relatados estão enjoos intensos, incapacidade de se alimentar e episódios recorrentes de hipoglicemia, que, segundo ele, o levaram a buscar ajuda médica em hospital por cinco dias.
“Não tomem Retatrutida. Ela não é legalizada pela Anvisa. Você não sabe o que tem dentro dessa caneta ou dessa ampola”, afirmou.
O influencer também afirmou que desconhece a procedência do produto utilizado e levantou a possibilidade de que seu conteúdo pudesse não corresponder ao anunciado. “Não sei se tinha realmente os ativos que eram para estar. É um mercado clandestino”, disse.
Durante o vídeo, Salvino reconheceu que considera ter cometido um erro ao utilizar uma substância sem aprovação regulatória e afirmou que decidiu tornar pública sua experiência para alertar outras pessoas sobre os riscos da compra e do uso de produtos de origem desconhecida. Ele também destacou que fez o uso da substância por razões estéticas.
Ele ressaltou ainda que medicamentos para emagrecimento só devem ser utilizados com acompanhamento médico e citou que existem alternativas aprovadas para uso clínico quando indicadas por profissionais de saúde.
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