O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que controlava o liquidado Banco
Master, teria realizado pagamento de propina no valor de US$30 milhões
(mais de R$155 milhões) a Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do
Senado Federal, segundo promete noticiar a revista semanal Veja deste fim-de-semana..
O pagamento foi descoberto pela Polícia Federal no curso das
investigações, cujos detalhe a revista promete relatar, e pode explicar a
resistência do presidente do Congresso Nacional de autorizar a
instalação da CPMI do Banco Master, que conta com apoio recorde de
parlamentares, exceto os que apoiam o governo Lula.
A situação política de Alcolumbre se complica muito e pode custar até
mesmo sua posição de presidente do Congresso Nacional e ele está
sujeito, inclusive, a ser submetido a processo de cassação de mandato no
Conselho de Ética.
O governo Lula (PT), que se afastou de Alcolumbre, tem interesse
em sua destituição, principalmente após sua atitude de favorecer a
rejeição da indicação de Jorge Messias para vaga de ministro do Supremo
Tribunal Federal (STF).
A denúncia envolvendo o presidente do Senado faria parte da
segunda proposta de acordo de delação apresentada por Vorcaro e que foi
também rejeitada pela Polícia Federal, como a primeira, por não
apresentar fato novo para além do que já se sabe.
Isso significa que a PF já teria apurado antes o pagamento da propina
milionária a Davi Alcolumbre, assim como os pagamentos ao senador Ciro
Nogueira (PI), presidente nacional do PP, que, antes citado por Vorcaro
como “amigo de uma vida”, foi transformado em alvo do ex-banqueiro.
Vorcaro prometia contar e detalhes, sob acordo de delação, que a
propina para o presidente do Senado seria depositada em conta no
exterior, em troca de garantir favorecimento de interesses de Vorcaro e
seu banco n âmbito das decisões do Senado.
As relações entre Vorcaro e Alcolubre teriam sido intermediadas por Augusto Lima, ex-sócio do dono do Master.