segunda-feira, 13 de abril de 2026

Delegado revisa inquérito e conclui pela segunda vez que não houve interferência de Bolsonaro na PF



A Polícia Federal (PF) concluiu, pela segunda vez, que não houve interferência indevida do ex-presidente Jair Bolsonaro na corporação durante a sua gestão. A decisão técnica foi formalizada em um relatório complementar finalizado após a reabertura do inquérito, medida que havia sido determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Com o encerramento das diligências policiais, o processo foi encaminhado para análise da Procuradoria-Geral da Republica (PGR).

A apuração original investigava suspeitas de que o ex-presidente teria tentado exercer influência indevida sobre a estrutura de comando da Polícia Federal. De acordo com os registros do processo, o suposto receio de Bolsonaro com o avanço do inquérito das fake news contra aliados políticos teria motivado os atos investigados. Ainda durante a vigência do governo anterior, a PF emitiu um primeiro relatório descartando a interferência, o que levou o então procurador-geral da República, Augusto Aras, a solicitar o arquivamento da apuração. O processo foi posteriormente reaberto por ordem do STF.

Segundo os trâmites do sistema judiciário, o procurador-geral da República avaliará o inquérito e deverá adotar um de dois caminhos institucionais: poderá indicar a necessidade de novas diligências policiais que considerar pendentes ou requisitar formalmente ao Supremo Tribunal Federal o arquivamento definitivo do processo.

Com informações da JP News e Panflix

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