segunda-feira, 13 de abril de 2026

Oiticica atinge quase metade da capacidade e começa a inundar antiga Barra de Santana; Veja vídeo


15h51
Águas de Oiticia já se aproximam da igreja, ponto central da antiga Barra de Santana. Reprodução/Seridó Drone

A Barragem de Oiticica, localizada no município de Jucurutu, a cerca de 250 quilômetros de Natal, registrou aumento significativo no volume de água armazenado após as últimas chuvas no estado. O relatório divulgado pelo Igarn nesta segunda-feira (13) aponta que o nível da água passa de 50%, e já começa a impactar áreas da antiga comunidade de Barra de Santana.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram a elevação do nível do reservatório, incluindo registros da igreja da comunidade e de áreas já parcialmente cobertas pela água, evidenciando o avanço da inundação sobre a localidade.

O reservatório, considerado o segundo maior do Rio Grande do Norte, possui capacidade total de 742,6 milhões de metros cúbicos e foi inaugurado em 2025 com o objetivo de reforçar a segurança hídrica da região do Seridó.

De acordo com dados do Instituto de Gestão das Águas do RN (Igarn), entre os dias 6 de fevereiro e 13 de abril de 2026, o monitoramento da Barragem de Oiticica evidencia um crescimento expressivo no nível do reservatório. No início do período, a barragem registrava cota de 101,36 metros e volume de 110,3 milhões de metros cúbicos, correspondendo a 14,86% da capacidade.

Já na medição mais recente, realizada às 11h40 do dia 13 de abril, os números saltaram para cota de 108,96 metros e volume de 371,7 milhões de metros cúbicos, alcançando 50,06% da capacidade total. Isso representa um aumento de 7,60 metros na coluna d’água e acréscimo de mais de 261,4 milhões de metros cúbicos, equivalente a 35,20% do total do reservatório. Apesar da elevação significativa, ainda faltam 5,72 metros para que a barragem atinja o nível de vertimento.

Veja vídeo:

Barra de Santana

Com a elevação da cota do reservatório, a área de inundação foi ampliada, resultando na submersão gradual de estruturas e espaços anteriormente ocupados no antigo distrito.

A antiga comunidade de Barra de Santana está entre as áreas diretamente afetadas pelo avanço das águas. Para atender à população, foi construída a Nova Barra de Santana, em uma área mais elevada e considerada segura.


Segundo o relatório do Igarn, os principais reservatórios do estado apresentam níveis variados de armazenamento, com volume total acumulado correspondente a 43,72% da capacidade.

De acordo com o levantamento, 15 reservatórios estão com volumes acima de 80% da capacidade, sendo esses: Campo Grande (100%), Marcelino Vieira (100%), Riacho da Cruz II (100%), Encanto (100%), Lagoa de Pium (100%), Tesoura (100%), Dinamarca (100%), Lagoa do Jiqui (100%), Lagoa do Boqueirão (Touros) (96,06%), Malhada Vermelha (92,12%), Inspetoria (91,08%), Pinga (89,83%), Riachão (85,75%), Lagoa de Extremoz (84,67%) e Novo Angicos (82,10%).

Outros três reservatórios operam entre 60% e 80% enquanto 16 mananciais registram níveis entre 40% e 60%, e 11 estão na faixa de 20% a 40%. Por outro lado, 23 reservatórios ainda permanecem com menos de 20% da capacidade total.

Entre os principais mananciais, a Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, maior do estado, acumula 41,69% da capacidade, enquanto a barragem Santa Cruz do Apodi alcança 59,28%.

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