Celebração realizada nesta terça-feira, 28, em Poço Redondo (SE), relembrou os 88 anos da morte de Lampião, Maria Bonita e integrantes do bando em uma emboscada policial
28 de julho de 2026 às 16:22
O Monumento Natural Grota do Angico, em Poço Redondo, no sertão de Sergipe, recebeu nessa terça-feira, 28, a 29ª edição da Missa do Cangaço. O Repórter Ceará esteve no local do evento religioso e cultural que homenageia Lampião, Maria Bonita e outros integrantes do cangaço mortos no local durante uma emboscada da Polícia de Alagoas, em 28 de julho de 1938.
Consolidada como um dos principais encontros voltados à preservação da memória do cangaço no Nordeste, a celebração reuniu pesquisadores, historiadores, poetas populares, turistas e admiradores da cultura sertaneja. A programação também contou com uma trilha até a Grota do Angico, apresentações culturais e o descerramento de uma placa e de um busto em homenagem ao escritor Antônio Amaury.
Entre os participantes estiveram Expedita Ferreira Nunes, única filha de Lampião e Maria Bonita, acompanhada por filhos e netos, além de Vera Ferreira, idealizadora e organizadora da Missa do Cangaço, reconhecida pelo trabalho de preservação da memória do cangaço nordestino.
- Nascida em Porto da Folha, Sergipe, ela foi entregue a uma família amiga quando tinha apenas 21 dias de vida, pois o bando não permitia crianças.
- Cresceu longe do cangaço e hoje atua na preservação da memória histórica dos pais.
- Teve quatro filhos e construiu uma grande família no Nordeste.
Segundo a programação divulgada pela organização, as atividades começaram pela manhã, com embarque no Porto de Piranhas (AL) e trilha até a Grota do Angico. A missa foi celebrada às 10h30, seguida das demais homenagens, almoço e apresentações





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