A vítima foi identificada como Dejailson Rafael, de 42 anos. De acordo com os registros do setor policial, o homem possuía antecedentes e já acumulava duas passagens pela Justiça: uma delas pelo crime de estelionato e a outra por porte ilegal de arma de fogo. No momento do atentado, Dejailson trajava uma camiseta vermelha e calção preto.
A dinâmica observada no local aponta para uma execução sumária. O corpo do homem ficou estendido na calçada, ao lado de algumas cadeiras plásticas onde foliões acompanhavam o pós-jogo, e seus chinelos acabaram jogados no chão com o impacto. No perímetro do crime, foram visualizadas cerca de oito cápsulas de munição deflagradas, com indícios preliminares de pertencerem ao calibre 9 milímetros. Uma bicicleta também foi localizada caída na via pública, mas as autoridades ainda não confirmaram se era utilizada pela vítima ou se acabou sendo atingida durante a correria. No local, imperava a lei do silêncio entre a vizinhança, e nenhum morador quis se pronunciar sobre os autores do crime.
Guarnições do 4º Batalhão da Polícia Militar (4º BPM) foram mobilizadas imediatamente para a área e realizaram o isolamento tático do perímetro, garantindo a preservação das evidências balísticas. Equipes de peritos criminais e o rabecão da Polícia Científica (antigo ITEP) compareceram ao endereço para efetuar os exames de cena e a subsequente remoção do corpo para a sede do instituto. Investigadores da Divisão de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) também estiveram no local colhendo os primeiros elementos informativos e ficarão responsáveis por instaurar o inquérito que apurará a autoria e a motivação do assassinato.

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