quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Bolsonaro é esfaqueado em ato de campanha em Juiz de Fora (MG)


O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) foi retirado às pressas de um ato de campanha em Juiz de Fora (MG), depois de ser esfaqueado. A informação foi confirmada por um de seus filhos, Flávio Bolsonaro.
Segundo seu filho, o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), o presidenciável "sofreu um atentado" com "uma estocada com faca na região do abdômen", e passa bem. De acordo com o parlamentar, o ferimento "foi apenas superficial". "Peço que intensifiquem as orações por nós!", escreveu, em postagem no Twitter.
A Polícia Militar de Juiz de Fora também confirmou o esfaqueamento, que aconteceu na rua Halfeld, no centro da cidade. A corporação disse que um homem suspeito do crime foi preso em flagrante e levado para a superintendência da Polícia Federal na cidade mineira para prestar esclarecimentos.
Em imagens divulgadas em redes sociais, o deputado federal aparece sendo carregado por outros homens. Depois de ser tocado pelo objeto, enquanto está no meio de apoiadores, Bolsonaro faz expressão de dor.
Pelo Twitter, outro filho do presidenciável, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), disse que recebeu informações "preliminares" e disse que, neste tipo de situação sempre há muita notícia desencontrada.
"Mas chegou a mim que Jair Bolsonaro foi esfaqueado num evento em MG, mas está fora de risco de morte", escreveu.
Mais cedo, o próprio deputado federal falou sobre o seu "aparato de segurança". "Todos que estão comigo são da Polícia Federal e são voluntários. Até vocês que não integram ou nunca integraram forças de segurança, como civis, colaboram nesse momento porque os senhores querem em grande parte ver mudar o nosso Brasil", declarou, a apoiadores.
Desde o fim de julho, Bolsonaro é escoltado diariamente por uma equipe da Polícia Federal, garantia concedida aos candidatos à Presidência da República.
A assessoria de imprensa da Santa Casa de Juiz de Fora confirmou que o candidato deu entrada no setor de urgência e emergência, mas não soube informar o estado de saúde dele.
No seu primeiro ato público desde o início oficial da campanha, em Presidente Prudente (SP), no dia 22 do mês passado, a reportagem do UOL flagrou o candidato vestindo um colete à prova de balas, cercado de seguranças. A peça foi utilizada por ele em outras duas viagens desde então, em Rondônia e no Acre.
Presidente em exercício do PSL e um dos mais próximos aliados do deputado federal, o advogado Gustavo Bebianno disse ao UOL que, entre os candidatos, Bolsonaro "está em nível 1 [máximo] de risco".
No mês passado, o próprio candidato foi questionado sobre a preocupação com a segurança e disse que é orientado a seguir certos ritos. "Obedeço e acima de tudo não revelo o que acontece no tocante à minha insegurança, pela minha segurança", declarou.
(Colaborou Janaina Garcia, de São Paulo)

Nenhum comentário:

Postar um comentário