
A seca que assola o Rio Grande do Norte já transforma o cotidiano de milhares de famílias. Com lavouras perdidas, pastagens ressecadas e reservatórios praticamente vazios, o estado enfrenta uma situação preocupante em 61 municípios.
No Alto Oeste, o município de Luiz Gomes é um retrato da crise. O açude Dona Lulupinto, principal fonte de abastecimento da cidade, opera com menos de 2% da capacidade. Sem alternativas, a população enfrenta rodízio de água e depende de carros-pipa para não ficar totalmente sem abastecimento.
No Seridó, em Acari, o impacto da falta de chuvas também se reflete na agricultura. De 15 produtores de algodão, apenas seis conseguiram manter a produção. Muitos agricultores deixaram projetos que garantiam renda às famílias, aumentando a vulnerabilidade da região.
O governo do estado acompanha de perto a situação. Segundo Guilherme Saldanha, secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca, há preocupação com os efeitos da seca em diversas regiões. “Estamos nos reunindo constantemente há mais de um mês. Temos um conjunto de ações estruturantes, coordenadas pelo doutor Paulo Varela, da Secretaria de Recursos Hídricos, que envolve o abastecimento humano, adutoras do agreste e do Seridó”, explicou.
Entre as medidas emergenciais estão a distribuição de feno a preço subsidiado, fornecimento de palma forrageira para plantio e obras estruturantes como a chegada das Águas do São Francisco ao Rio Piranhas Azul. “A governadora tem pedido prioridade e celeridade. Em breve, será estabelecido um decreto que reconhece estado de calamidade nos municípios impactados pela seca”, acrescentou Saldanha.
Enquanto o governo atua para minimizar os efeitos da estiagem, famílias rurais seguem enfrentando a incerteza sobre o próximo inverno, temendo novas perdas na agricultura e na pecuária.
Nenhum comentário:
Postar um comentário